Manifestantes egípcios protestam contra o presidente Mursi.

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Para quem achava que depois da queda de Hosni Mubarak, o Egito iria mergulhar em uma onda de tranquilidade,  estava muito enganado. Desde o final de novembro, ocorrem protestos e manifestações contra algumas medidas tomadas pelo presidente democraticamente eleito Mohamed Mursi. Milhares de manifestantes voltam às ruas reivindicando seus direitos e o país vive atualmente uma crise política.

Essa nova onda de protestos teve inicio no final de novembro, quando o presidente outorgou a si mesmo,  plenos poderes através da “declaração constitucional”,   que prevê que os decretos e leis presidenciais não podem ser contestadas e ainda,  que as autoridades do Antigo Regime egípcio, devem ser julgadas novamente pela morte de milhares de manifestantes durante a Primavera Árabe.

Após o decreto presidencial, foram registradas diversas manifestações e distúrbios por todo o país. Os manifestantes afirmam que Mursi “viola todas as Constituições e as leis”.

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No dia 30 de novembro, a Assembleia Constituinte egípcia, aprovou o projeto da nova Constituição, tentando acalmar a população.  Agora o projeto  segue para a sanção do presidente, mas para entrar em vigor ainda depende de um referendo popular, que será realizado no dia 15 de dezembro. A votação será supervisionada pelo Conselho Superior de Justiça do Egito.

Devido à rapidez que a Constituição foi aprovada, os egípcios voltaram às ruas para protestar. Até mesmo jornais independentes de oposição, decidiram não publicar edições nessa terça-feira como uma forma de pressionar o governo  e protestar contra alguns artigos da nova Constituição, que segundo eles fere a liberdade de imprensa e às liberdades individuais.

Desde a noite de terça-feira, milhares de egípcios estão acampados na frente do Palácio Presidencial, exigindo que Mursi anule o decreto presidencial e protestando contra a nova Constituição.  Houve confronto com a polícia e o saldo até o momento é de cinco mortos e 350 feridos.

“Não participaremos de nenhum diálogo enquanto não for anulada a declaração constitucional (…). A revolução não foi feita para isso, foi feita por princípios, pela liberdade e pela democracia”, disse ElBaradei.

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Sobre Vicky Régia

Sou uma jovem que se importa com que acontece no mundo e que acredita que através da informação realmente podemos fazer a diferença.
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