Egito: Dois anos após a queda de Mubarak.

protestos

Ontem, no dia 11 de fevereiro de 2013, completou- se dois anos em que no contexto da Primavera Árabe, Mohammed Hosni Mubarak, renunciou ao cargo de Presidente do Egito.

Diante dessa importante data, vamos relembrar um pouco sobre o levante no país e analisar o que aconteceu após a queda do ditador.

Em janeiro de 2011, os egípcios iniciaram um intenso movimento de manifestações e protestos populares contra o presidente ditador Mohammed Hosni Mubarak, que se encontrava há 30 anos no poder do Egito.  E após 18 dias de levante popular, em 11 de fevereiro de 2011, o ditador cedeu à pressão e renunciou ao cargo, deixando o Cairo.

A partir da renúncia, os militares assumiram o poder através de uma instalação de uma junta militar provisória, que ficaria no poder até as eleições presidências. Porém, os militares continuaram no poder, após muito mais tempo do que o previsto, o que levou os egípcios a voltarem às ruas e exigirem que ocorressem logo as eleições presidenciais.

 Pressionado pela opinião popular, no dia 28 de novembro de 2011 foi realizada a 1ª etapa das eleições parlamentares, para compor o parlamento. Milhões de pessoas foram às urnas, a grande maioria votando pela primeira vez.

Já a  eleição presidencial egípcia foi realizada em duas etapas: primeiro turno em 23 e 24 de maio; e segundo turno em 16 e 17 de junho, com a vitória dos islamitas, representados pelo Partido da Liberdade e da Justiça, conquistando 51,7%, tendo Mohamed Mohamed Morsi Issa al-Ayyat como primeiro presidente eleito em eleições livres na era pós-Mubarak.

No mês de dezembro do ano passado, tivemos a aprovação da controversa Constituição do Egito. Que gerou mais protestos no país, mas que por fim, através de um referendo, os egípcios optaram pelo “sim”, aprovando a nova constituição.  É importante também lembrar, que nesse mesmo período, o presidente Mursi, tomou a decisão de aumentar os próprios poderes, em que todas as suas decisões seriam definitivas e inapeláveis perante a Justiça até a entrada em vigor de uma nova Constituição.

Passado esse novo período de protestos devido à constituição e decreto do presidente, a situação de insatisfação popular não melhorou. Os egípcios não estão satisfeitos com a atuação de Mursi e a Irmandade Muçulmana, e por isso auxiliados pela oposição atualmente organizam diversos protestos.

A notícia mais recente sobre o país foi que durante uma inspeção nas proximidades da Praça Tahrir, no centro do Cairo e símbolo da revolução, o primeiro-ministro do Egito, Hisham Qandil, foi recebido a pedradas por manifestantes que são opositores ao presidente. A Assembléia constituinte foi dissolvida, o Tribunal Constitucional examina a legalidade do Senado, a nova constituição não entrou ainda em vigor, e novas eleições parlamentares estão agendadas para abril.

A transição que o Egito está passando, não está sendo fácil e o caminho ainda é longo, porém, aos poucos e analisando os seus erros e acertos o país está mais perto de conquistar a tão sonhada democracia.

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Sobre Vicky Régia

Sou uma jovem que se importa com que acontece no mundo e que acredita que através da informação realmente podemos fazer a diferença.
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