Instabilidade política no Egito.

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Desde o Golpe Militar, que ocorreu no início desse mês, o Egito passa por instabilidade e turbulências no campo político. No dia 3 de julho de 2013, os militares apresentaram um comunicado declarando o fim da presidência de Mohammed Mursi, suspendendo a Constituição, elegendo Adly Mansour,  Presidente do Supremo Tribunal da Corte Constitucional, o novo chefe de governo e fechando emissoras de TV.

Mohammed Mursi chegou ao poder através de eleições diretas, sendo o primeiro presidente democraticamente eleito logo após a queda do ditador Hosni Mubarak, devido à chamada Primavera Árabe.  Porém, desde novembro de 2012, suas medidas têm sido marcadas por grande insatisfação popular. A população egípcia e os militares asseguram a incapacidade de Mursi para restaurar a economia e a segurança do país, e o acusam de tomar medidas autoritárias.

No dia 30 de junho de 2013, passado um ano do mandato de Mursi, milhares de manifestantes em diversas cidades saíram às ruas para pedir a renúncia de Mursi. No entanto, o presidente apoiado na legitimidade do seu governo, recusou-se a deixar o poder. Os militares, no dia 1º de julho, deram um ultimato em Mursi, advertindo que se ele não atendesse as reivindicações populares em dois dias, eles iriam intervir. Cumprindo o prazo estipulado, no dia 3º de julho, os militares tiraram Mohammed Mursi do poder.

Atualmente, Mursi e os principais líderes políticos da Irmandade Muçulmana estão proibidos de deixar o país, situação que já foi criticada pela União Européia nessa segunda-feira. Os militares recusam-se a classificar a deposição de Mursi como um Golpe Militar e sim uma ação decorrente de uma Revolta Popular.

O presidente interino do Egito, Adly Mansour, criou no sábado uma comissão de juristas para criar emendas que devem ser inseridas na Constituição do país aprovada por Mursi e que até o momento está suspensa. Essas emendas serão votadas pela população através de um referendo e espera-se que as eleições parlamentares sejam realizadas em seis meses. O governo também anunciou que pretende “reconsiderar” as relações diplomáticas com a Síria que foi rompida durante o governo de Mursi. Desde a deposição do presidente, mais de 100 egípcios morreram em protestos, sendo a maioria pró-Mursi.

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Sobre Vicky Régia

Sou uma jovem que se importa com que acontece no mundo e que acredita que através da informação realmente podemos fazer a diferença.
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